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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Ainda sobre a Bolívia

Aproveitando o assunto Bolívia levantado diariamente nos canais de notícias, e para aqueles que querem aprofundar um pouco mais nesse assunto, dou aqui uma dica interessante de uma "entrevista-aula" dada pelo professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Antonio Carlos Peixoto ao jornalista Mauro Malin aqui: http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=503JDB008

domingo, 14 de setembro de 2008

Sem comparações, por favor!

O 11 de setembro ficou marcado não somente como o dia dos ataques às torres gêmeas nos Estados Unidos, como também o dia do golpe militar que derrubou Salvador Allende da presidência do Chile, e o início de uma das ditaduras mais sangrentas do continente americano.

A proximidade do período do ano e a instabilidade política nos deixam tentados a fazer comparações com a situação da Bolívia de hoje. Assim como Allende, Evo Morales chegou ao poder com propostas que afrontaram aos mais conservadores. O texto da nova Constituição prevê maior poder para os movimentos sociais e maior autonomia para as populações indígenas. Allende por sua vez fez reforma agrária desaprorpiando terras improdutivas e entregando-as aos camponeses e aumentou a intervenção aos bancos, para citar apenas algumas de suas ações.

Entretanto, temos de levar em consideração a conjuntura internacional da época do golpe chileno e da crise vivida pela Bolívia. A ascensão de Allende ao poder ( em 1970) com propostas socialistas afrontavam diretamente aos Estados Unidos e sua estratégia de manter a ordem capitalista em seu quintal diante do expansionimo da URSS ( que já afetara Cuba logo após a revolução de 59). O que se viu foi um apoio americano ao golpe que derrubou Allende.

Hoje, creio que não seja interessante para os Estados Unidos que haja conflitos na região, apesar da estupidez boliviana de expulsar o embaixador americano, e da reciprocidade americana. Radicalizar a retórica chavista do imperialismo do norte, sem contar a vinda da frota russa com finalidades de exercício militar na região do Caribe, acredito que não faça parte dos planos de Washington.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Guerra Civil????

Há muito tempo que a situação na Bolívia não anda nada boa e nessa semana parece que as coisas realmente podem esquentar pra valer.

A confusão teve inicio quando o presidente Evo Morales propôs uma reforma constitucional para “democratizar” o país, em 9 de Dezembro de 2007 a Assembléia Constituinte aprovou os 411 artigos do projeto de reforma, numa votação onde apenas foram vistos os partidários de Morales, nesse ponto o circo começou a se armar, de acordo com o Valor on-line um grupo de conservadores chegou a viajar para os Estados Unidos a fim de pedir ajuda ao país contra as irregularidades cometidas pelo governo boliviano, nesse período o governo enfrentou varias manifestações tanto ao seu favor, como contra.

O governo tem enfrentado oposição principalmente nas cidades mais ricas o que torna tudo mais difícil, em texto para Agência Brasil o professor do Departamento de Relações Internacionais da Universidade de Brasília, José Flávio Saraiva diz que a divisão dos poderes na Bolívia pode ser considerada histórica.

A situação no país piorou quando a população decidiu manter o governo de Morales e outros governadores.

Ontem manifestantes causaram um incidente que provocou a paralisação do principal gasoduto Bolívia-Brasil, que abastece principalmente a cidade de São Paulo. De acordo com o Ministro da Fazenda da Bolívia, Luis Alberto Arce, Morales está militarizando zonas onde a ocorrência de possíveis atentados sejam maiores, além de pontos petrolíferos e de gás, disse ele a Agência Brasil.

Não bastassem todos esses incidentes o embaixador dos EUA na Bolívia foi “enxotado” do país com a alegação de que ele estaria dando apoio a oposição popular.

P.S.: Não fiz um post de apresentação como os outros então este aqui fica sendo ela, prazer Frederico(Fred).