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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Intervalo Reflexivo

"Se esses idiotas pegassem um ônibus, eu já poderia estar em casa agora"

Vai me dizer que você nunca pensou isso quando estava num engarrafamento?

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

E agora, José?


Meus caros, meu (nosso) curso de graduação finalmente chegou ao fim e a pergunta ululante em minha mente é: "e agora, José?" Embora parafrasear esse poema de Drummond já seja um clichê, não há como não me lembrar nesse momento das inquietantes palavras do poeta. É como se ele me olhasse e me dissesse: o curso acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José ? José, pra onde?

São muitos caminhos, muitas opções para um estudante recém-formado em Relações Internacionais, como o post abaixo mostra (só não me decidi ainda se isso é um ponto positivo ou negativo...). O problema é justamente decidir qual caminho seguir. É verdade que as opções já não são tantas quanto eram há poucos meses, tendo em vista que praticamente todas as inscrições para os programas de Trainee e Mestrado já se finalizaram. Mas a angústia ainda persiste.

Por enquanto, a estrada que decidi percorrer segue em rumo aos concursos públicos, em especial, aqueles voltados à área de RI e ciência política. No entanto, isso não significa que não farei alguns desvios pelo caminho. Ainda neste ano tentarei publicar alguns artigos que escrevi e seguirei timidamente em busca de um emprego no setor privado (no público, já tenho uma vaga garantida pro ano que vem no IBGE).

Para o post não ficar tão dramático-emotivo-pessimista, gostaria de congratular aqueles que também concluíram o curso. Foram quatro anos de estudos (para alguns) e festas (para outros) que culminaram na escritura da monografia; anos trabalhosos e ao mesmo tempo prazerosos. Foram muitos anos estudando os Estados Unidos ao invés do Brasil ou outros países relevantes no sistema mundial, mas, enfim, terminamos nossa graduação. Agora podemos definitivamente nos especializar/trabalhar naquilo que gostamos mais.

E agora, José? José, pra onde?



domingo, 7 de junho de 2009

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Quanto vale o ser humano?


Só para manter esse blog em atividade, reproduzo aqui uma dissertação que escrevi há muito tempo.

“Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, que não há ninguém que explique e ninguém que não entenda”. (Cecília Meireles)

O conceito de liberdade é caracterizado pelo estado ou condição de homem livre. Até que ponto somos livres numa sociedade em que a estrutura é fechada e os indivíduos com baixo poder aquisitivo são excluídos? A conjuntura social, tolhida pelos princípios capitalistas, apresenta um círculo vicioso da miséria e nos torna escravos do processo.

A ideia atual de liberdade está diretamente ligada à economia, ou seja, nesse processo quanto mais capital um individuo possui, mas liberdade pode ter. Além disso, em países como o Brasil, onde há um predomínio católico, a sociedade estabelece uma esmola instituída. Baseado em valores cristãos, em que um individuo deve ajudar o próximo, a hipocrisia circunstante torna a miséria em algo positivo – ao doar alimento ou agasalho o cidadão acredita estar ajudando, quando na verdade contribui para a instalação do círculo vicioso da miséria.

Para ser livre é necessário abdicar de valores, como os dogmas religiosos e as ideias capitalistas. No fundo, no entanto, todos somos conservadores e é impossível ser totalmente livre. O ser humano vale o quanto é capaz de produzir e é avaliado não por seus nobres valores morais, mas pela quantidade de seus bens materiais.

domingo, 2 de novembro de 2008

domingo, 26 de outubro de 2008

Um intervalo reflexivo aos domingos

“Hoje em dia, ouvimos e lemos muito sobre a triste situação dos sem-teto de nossas cidades, sobre suas dificuldade e seu sofrimento. Mas talvez esse sofrimento, por mais deplorável que seja, constitua apenas, em última instância, o sinal de um sofrimento muito mais profundo – do fato de que o homem moderno já não tem um lar adequado, de que ele é, cada vez mais, um estranho em seu próprio mundo. Mesmo que construíssemos um número suficiente de novas habitações para abrigar todas as pessoas sem teto, o verdadeiro sofrimento talvez fosse ainda maior. A essência do desabrigo é o desabrigo da própria essência; reside no fato de que, em nosso mundo desarticulado pela busca frenética de prazeres vazios, não há lar, não há morada apropriada para a dimensão realmente essencial do homem”.

(Jacqueline Rose. Where does the misery come from?, In: RICHARDS, Feldstein, Feminism and Psychoanalysis. Ithaca, Nova York: COrnell University Press, 1989. pg 25-29)

ps= coitada da ABNT, mas estou sem saco.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

domingo, 21 de setembro de 2008

domingo, 14 de setembro de 2008

Um Intervalo Reflexivo aos domingos


Qualquer semelhança com a realidade conhecida (não) é mera coincidência...