Não sei quanto a vocês mas sinto um clima cada vez mais estranho entre Rússia e Estados Unidos. Vamos tentar analisar e ver o que ocorre. Antes disso vamos olhar o que de recente vem acontecendo.
Primeiro: as divergências quanto a situação de Kosovo. Os Estados Unidos declararam ser favoráveis à independência da região pertecente anteriormente à Sérvia.
Segundo: a invasão russa na Geórgia, aliada dos americanos (é importante frisar que não só a Geórgia conta com um governo pró-americano, mas como também a Ucrânia aspira entrar para a UE e para a OTAN, contando com apoio americano). O fato dos Estados Unidos enviarem navios militares para entregar ajuda humanitária na Geórgia causou desconforto para os russos.
Terceiro: o anúncio da Rússia de que enviará uma frota para o Caribe. Uma resposta, talvez, ao anúncio americano na construção de escudos antimísseis no Leste Europeu.
No entanto, o enraizamento de uma cultura de inimizade dos Estados Unidos em função de longas décadas de rivalidades com a URSS, fez com que os americanos durante as gestões de Clinton e Bush não oferecessem uma real ajuda para consolidar a democracia do país e a inserir no mundo ocidental. O que vemos hoje é uma Rússia pouco democrática, humilhada, se sentindo ameaçada, e disposta demonstrar seu poderío militar.
O que de fato é relevante ressaltar é o revigoramento russo, tanto em temas estratégicos como em termos energéticos.
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terça-feira, 9 de setembro de 2008
quinta-feira, 4 de setembro de 2008
Um quintal dividido
Confesso que estou intrigado com o que está acontecendo na Rússia e em seu quintal.
A invasão russa na Geórgia, ocorrida no mês passado levantou diversas dúvidas e explicações desse fato. Levantou-se a hipótese da Rússia tentar derrubar o presidente georgiano Mikhail Saakashvili pró-americano e favorável à entrada da Geórgia na OTAN. Atrelado a isso, uma aproximação da Geórgia com os Estados Unidos fere a história do ordenamento geopolítico da região que sempre cedeu aos domínios russos. Pelo visto uma Rússia se sentindo ameaçada pelo aumaneto da influência ocidental em seu quintal não faz nada bem à região.
Por outro lado, a invasão na Geórgia não seria também uma resposta russa ao apelo americano e de outros importantes países da UE na tentativa de legitimar a independência de Kosovo?
Será que o apoio russo à Ossétia do Sul não poderá provocar uma crise interna na Rússia em relação a focos separatistas como é o caso da Chechênia?
O fato é que algumas ex-repúblicas soviéticas já trataram de tirar os "seus da reta", como pode ser visto nesta página.
A invasão russa na Geórgia, ocorrida no mês passado levantou diversas dúvidas e explicações desse fato. Levantou-se a hipótese da Rússia tentar derrubar o presidente georgiano Mikhail Saakashvili pró-americano e favorável à entrada da Geórgia na OTAN. Atrelado a isso, uma aproximação da Geórgia com os Estados Unidos fere a história do ordenamento geopolítico da região que sempre cedeu aos domínios russos. Pelo visto uma Rússia se sentindo ameaçada pelo aumaneto da influência ocidental em seu quintal não faz nada bem à região.
Por outro lado, a invasão na Geórgia não seria também uma resposta russa ao apelo americano e de outros importantes países da UE na tentativa de legitimar a independência de Kosovo?
Será que o apoio russo à Ossétia do Sul não poderá provocar uma crise interna na Rússia em relação a focos separatistas como é o caso da Chechênia?
O fato é que algumas ex-repúblicas soviéticas já trataram de tirar os "seus da reta", como pode ser visto nesta página.
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