
Com as recentes descobertas de grandes reservas de petróleo em território brasileiro, tornando o Brasil um dos principais países com reservas de petróleo do mundo, as discussões a respeito do futuro da nação tem se acirrado, assim levada a um ponto interessante.
Em novembro de 2007 o presidente brasileiro Luís Ignácio Lula da Silva declarou o interesse do Brasil em torna-se membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Fato que voltou a ser cogitado com a presença do secretário-geral da Organização, o líbio Abdalla Salem el-Badri no Brasil acerca de um mês atrás, levando-nos a questionar se realmente é positiva essa "aliança" considerada pelo governo brasileiro.
Para começar, a organização conta hoje com 13 países membros, sendo que três não gozam de boas relações com os Estados Unidos, maior consumidor de petróleo do mundo e principal estado investidor na economia brasileira; Além de Iraque e Irã, a vizinha do Brasil, Venezuela, terceira maior exportadora para o mercado norte-americano e quinta maior produtora mundial, não é vista com bons olhos pelo governo de George W. Bush.
Vale ressaltar também que os países membros da organização gozam de uma instabilidade econômica constante, principalmente por ter o petróleo, comoditie com preço volátil, como principal produto de suas economias. Além disso, o cartel constituído pelos países membros é visto de forma negativa pelas demais nações do globo, o que influencia diretamente na imagem dos estados signatários do acordo que deu origem a organização perante os outros estados, imagem essa considerada negativa.
O Brasil possui um histórico diplomático de destaque, baseado principalmente em sua neutralidade, fato esse que pode se perder caso o país adentre a OPEP, pois neutralidade no sistema internacional não é uma característica presente nos países membros, e creio que esse “pré-requisito” seria cobrado ao Brasil.
Ao analisar a possível hipótese do Brasil torna-se membro, creio que os "contras" hoje possuem um peso maior em relação aos "prós", fato esse que não parece ser considerado pelo Itamaraty.
E vocês, caros leitores, o que pensam sobre essa hipótese?